domingo, 21 de agosto de 2016

Reflexão VII



Onde estou? Em algum lugar tão meu! Quem sou? Eu mesmo sem interferência, exigência ou arrogância de outrem. Para onde vou? Não importa, os trilhos da vida ficam mais interessantes quando não existem planejamentos. Se quero companhia? Já estou comigo, não quero que me acompanhe quero simplesmente que some comigo sem fazer de mim uma saga, um ritual ou um vício dificil de deixar

Reflexão VI



Se amo? Talvez mais do que deveria! Por que amo? Uma incógnita, mas não uma necessidade. A quem amo? Não sei se vale a pena confessar, porém o fato de sentir, se emocionar, querer e se descontrolar já aponta não o grande amor da minha vida, mas quem faz do mínimo o maximo pelo prazer do prazer que tem em me merecer...

Reflexão V




Todo dia é o começo de um recomeço da vida. Oportunidade ímpar concebida oelo PAI MAIOR! Muitos não reconhecem e nem dispõe dessa concessão um tempo para falar com DEUS e agradecer por mais um dia. A vida não foi feita para morrer ou matar por dinheiro e nem submergir na lama da ambição. Pare de lamentar da vida, olha ao seu redor e veja quantos gostariam de estar no seu lugar! Portanto, conceda um minuto do seu tempo, eleva o pensamento e tire alguns instantes de prosa com DEUS! Que ele nos abençoe, hoje e por todo sempre.

Reflexão IV




Sempre existe um momento para parar, pensar e refletir sobre todas as coisas. Fazemos uma caminhada sem destino e ao longo dessa jornada, vamos conhecendo pessoas, deixando outras, conquistando, perdendo, enfim, são degraus que nos elevam, mas que precisamos saber como galgá-los. Não adianta pressa, nem derrubar quem está acima, faça como ele, lute, enfrente os desafios, busque e suba um degrau de cada vez, como a construção de uma casa, tijolo sobre tijolo. Portanto, se dê um tempo, pare, pense e reflita sobre os teus feitos, as tuas conquistas e perdas. Não desistas, por mais que quem venha atrás de alguma forma tente te derrubar.

Reflexão III



A confiança nos distancia e leva aquém do que achamos que somos capazes! Acredite, confie e vá, muito além do que imagina.

Reflexão II



Oxalá, que algum dia, tu te descubras e, junto, descubras também o que é o amor. Por enquanto, continues fazendo pouco, não acreditando e nem dando a exata importância a quem te ama e quer te dar amor...Reflitas!

Tempo, tempo



Por que dá um tempo?
O tempo que temos é todo o tempo do mundo, pois é único e exclusivo, somente nosso...
Nesse tempo, independente de aferição temos plena liberdade de ser, fazer e acontecer...
Não podemos reclamar de "falta de tempo", pois ele não nos falta e nós temos tempo...
Não podemos reclamar de "muito tempo" pois ele é condicionado ao seu tempo, caminha de sua forma e nós é que não os alcançamos...
É nesse período de tempo que as coisas vêm e vão...
Como o passar tic taqueado dos ponteiros que anunciam os segundos, seguidos dos minutos e das horas que temos no tempo para viver...
De repente, estivemos há tempos juntos e tanto tempo separados, embora, próximos, aproveitando o nosso tempo conforme ele mesmo nos oferecia....
De repente, nos damos conta que perdemos tempo, por mais que tivéssemos tempo para termos, sermos e acontecermos....
O tempo foi nosso todo o tempo, o tempo foi e, nós ficamos no tempo, sem tempo para nós....
Por que dá um tempo se o próprio tempo já nos concedeu esse tempo?
Só nos resta não perder o tempo adiante, já que o que ficou para trás não terá mais tempo de nos alcançar nesse tempo...
É o tempo que temos e o tempo que teremos para ser, fazer e acontecer.



quinta-feira, 18 de agosto de 2016

O som do silêncio



É uma sinfonia profusa de várias sinfonias...
O gorjear dos pássaros livres, saboreando com prazer o prazer de ser livre...
O ladrar confuso dos cães numa distância não aferida...
O alarido de vozes ecoando confusas, sem faces e nem nomes...
O arrebento das ondas em suas vindas incensuráveis na areia, beijando e deixando espumas de puro prazer...
O cantar dos galos anunciando uma nova aurora, outra esperança, novos desafios...
O chuapá manso da água que corre mansa pela calha...
O rodopiar do vento moleque arregaçando os galhos, salientando as árvores, sacudindo as roseiras...
Os estampidos dos grilos e o anunciar das cigarras com a proximidade do verão...
O cair dos pingos de chuva sobre o telhado e ao mesmo tempo explodindo sobre o solo levantando um tenro cheiro de terra molhada...
O silêncio assustador de quem espera em silêncio alguém que não virá...
O silêncio triste de quem já não conseguirá quebrar mais o silêncio, embarcou, foi para um distante sem destino e não estará entre nós...
De repente, uma sinfonia, uma doce sinfonia na boa forma de ser ouvida, tornando o silêncio uma bela companhia para então essa canção ser muito bem ouvida...
O som do silêncio...Tente ouvi-lo...




Reflexão 1



"Jamais ofereça o máximo de ti para quem não te dá a mínima...Mas, faça do mínimo que tens, o máximo e outros verão que és feliz, independente do que quer que seja...Penses!!!"

Quero e como quero


Quero é mais...
Quero mais de mim pra mim, sem medo do universo lá fora e nem do mundo aqui dentro...
Quero mais de mim, sem exigir o máximo do meu limite, mas chegando além do que possa imaginar...
Quero mais de mim, me amando, me entregando ou simplesmente o inverso de tudo o que disse, mas querendo sempre mais...
Mais de mim sem ti, mesmo estando contigo...
Mais de mim contigo, mesmo estando sem mim...
Mais de nós feito os nós que damos nos cadarços!
Mais das nossas brincadeiras sem barreiras as escondidas, mesmo que as claras...
Mais das nossas caras de bobos nas traquinagens adultas...Mais da nossa conduta que resulta em lembranças, sem esperanças, mas que foi simplesmente demais...
Mais dos nossos toques, das sensações, tentações e confusões de mãos, braços e pernas...Muito mais...
E assim, querendo mais de mim, do nosso universo perverso, do nosso mundo sem verso, das nossas estripulias, da nossa alegria de ser, estar e acontecer...
Quero mais, muito mais...mais e mais e mais...Quero e como quero....



O espelho e Eu


Eu e o espelho...
Vez ou outra, deparo diante do reflexo de alguém que há tempo conheço e, em outras vezes, desconheço...Nossa! Como o tempo passa e os seus traços vão se delineando na figura estampada lá...Ainda ontem, talvez distante para alguns ou tão presente para mim, não dava importância em me ver lá, mas me viam esculpido e encarrado a cara dele...Os passos largos foram encurtando, os fios de cabelos se alinhavando, já não era a imagem do gigante, embora fosse o meu herói...O herói ausente no meu presente, mas presente na sua essência, sem aparência, mas concreto... E o tempo passando. Em sua passagem, a figura infanto, sobrepunha diante do reflexo dele...Independente do tempo ou do estar, ele refletiu sem mentiras nem ranhuras, uma única imagem...Será que o tempo passou, o PAI caminhou, o espelho ficou e me vejo, hoje, com o passar do tempo, o gigante, o herói, em passos largos, enfrentando o tempo para não encurtar tão logo esses passos espaçados? Hoje Eu, pai, filho do Herói ausente, o gigante presente, concreto, com o seu neto brincando de vovô... Quanto tempo...Quanto passado...Quanto presente...Quanto espelho...Deixei de ser aquela criança, que era protegido de um certo "papão"...E o meu reflexo continua lá, impávido, límpido e verdadeiro...Sim, sem temer ficar frente a frente com o Espelho.


Um doce labirinto...



Nem lembro do tempo que fazia, se era noite ou dia...
Também não lembro se sorria, chorava, tinha alegria ou dor...
Mas, lembro-me, se lembro, do arrobo, da covardia de um olhar,
Reluzente, atraente que tal um raio, atingiu em cheio o meu coração...
Talvez fosse alguma fantasia, ou quem sabe, um sonho gostoso de ser sonhado, ou mesmo o alarde de uma imensa solidão, a me iludir e desolar pela falta de alguém...
O mais marcante é a lembrança daquele olhar, um certo olhar, carente, saliente, perverso, ladrão que roubou o meu coração...
Lembro que me vi perdido, em meio a um labirinto, como se tivesse numa ilha ou num abismo, trancafiado numa imensa prisão...Era o amor, uma flecha certeira, acertando em cheio e deixando em partes o meu coração com a saudade e o desejo de quero mais...Uma linda paixão...
Hoje, distante da lembrança, mas estacionado na memória, grito pelo meu amor, imploro para que me resgate dessa grade, arranque do meu peito essa dor, pois a saudade dói demais e sem você, nossa, sem você, nunca mais tive paz...Aprendi o que é o amor...





Quer saber?


Quer saber?
Na louca busca de mim, me perdi sem sequer chegar ao fim...
Quer saber?
Fiz valer o meu eu perdido numa multidão desencontrada, sem direção e nem rumo, não me encontrei, mas também não perdi o meu prumo...
Quer saber?
Se amei, desamei, encantei, desencantei, não sei...São emoções, ilusões, sonhos e fantasias...
As emoções são esporádicas e não alertam...
As ilusões são infindáveis, eternas, gostosas...
Os sonhos são abstratos, forte querer, geografias, pessoas, ações
As fantasias, essas são perigosas, causam emoções, cavam ilusões, aguçam sonhos e simplesmente se queimam, viram cinzas, é preciso muito cuidado...
Quer saber?
Muito me importei com o desconhecido, muito me machuquei com os alaridos, mas hoje, de encontro comigo, os outros já não me incomodam e ficaram para trás...
Quer saber?
Se faço, é para valer...Se não faço, fico a dever...Sendo assim, o melhor é acontecer...
Quer saber?
Cada um tem a vida que merece, eu tenho a minha, sendo assim, não queiras jamais ser a minha felicidade, viver o meu eu e ser o que eu sou...Cada um com o seu universo e cada universo do seu jeito..



Uma simples lacuna vazia: A falta


Sentir falta é uma imensa lacuna vazia ou simplesmente preenchida com a lembrança de alguém ou alguma coisa...
O que seria alguma coisa tão mais importante que um alguém?
Alguma coisa vivida, alguma coisa passada, alguma coisa forte, alguma coisa presente, alguma coisa emocionante, alguma coisa marcante ou simplesmente alguma coisa que só foi deslumbrante para quem a teve...
Alguém...Sentir falta de alguém...Quem? Alguém marcante? Quantos vêm, entram nas nossas vidas sem pedir, bagunçam e depois simplesmente se vão, as vezes para uma ida sem volta e outras simplesmente desaparecem nesse mundo de nosso DEUS...
Alguém passado...Aquele que foi envolvente lá num passado hoje presente na lembrança...Alguém vivido...Aquele que nos obrigou a ser a vida dele, com os seus gestos ou o simples aroma do perfume costumeiro, que ficou, que marcou...
Alguém emocionante...Aquele que numa curta passagem da nossa vida, marcou de tal forma inesquecível e que foi emocionante...
Ou simplesmente alguém....Aquele alguém que fora especial, fora demais, que compartilhara momentos delicados, que fora bastante delicado, que arrancara suspiros, sufocara sentimentos, ficara na memória, aguçava a saudade, aumentava o desejo, que tingia o mundo em cores vivas e deixava os dias sempre belos, por mais cinzento que tivesse...Mas era simplesmente Alguém...Quem não sente falta desse alguém tão simples, tão presente, tão ausente, porém, um alguém?